sábado, 3 de abril de 2010

POST de ESTRÉIA!

Olá pessoas!!

Pois é minha gente, resolvi blogar! Pra quê? Por quê? Bom, inicialmente minha idéia é compartilhar com outras pessoas pensamentos, experiências, coisas do dia-a-dia de uma pessoa da minha idade e das pessoas de outras idades também. Para o post de estréia, escolhi um assunto bem interessante e que tem sido muito debatido ultimamente. Quais são os padrões de beleza de hoje? Até que ponto eles nos influenciam de maneira positiva? Com os padrões estéticos se renovando e pessoas ensandecidas pelo corpo ideal, querendo buscá-lo a qualquer preço, onde fica a saúde e o bem estar? Bom, eu tenho 20 anos de idade, sou gordinha desde criança e até pouco tempo atrás, não dava a mínima (e ainda não dou) para o que os outros pensavam ou falavam da minha pessoa, afinal, ninguém paga as minhas contas, não é verdade?
Porém, recentemente, percebi que comecei a me privar de inúmeras coisas porque estava ficando obesa. Passei de gordinha e bonitinha para obesa no grau IV (um grau antes da obesidade mórbida). Quem vê as minhas fotos antigas, não fala que estava neste ponto, mas o fato de ser baixinha agrava ainda mais o meu quadro. Resolvi mudar. Não para seguir um padrão que me impuseram, e sim pela minha saúde, pela minha coluna (que já tem inúmeros problemas) e pela minha auto-estima. Não quero discutir só o ponto de ser ou não ser gordo. O problema não é só esse! Todos os dias vemos em noticiários, a historia de pessoas que entram em clinicas estéticas para tirar “aquela gordurinha localizada que incomoda” e saem, infelizmente, dentro de um caixão. Ou mesmo a historia ridícula (desculpe pelo termo mas não concordo com isso) daquela capixaba que quer ter os maiores seios do mundo, fazendo inúmeras intervenções para chegar a tal. Ela tem buracos no colchão para poder dormir!!!!! (segundo ela mesmo informou em entrevista ao programa do Gugu, quando ele ainda estava no SBT). Deus!!! Onde será que ela quer parar? Meninas cada vez mais novas querem usar botox, fazer cirurgia corretiva no nariz, lipoaspiração, colocar silicone....
Na minha época (como se fosse a tanto tempo atrás assim) os presentes que ganhava da minha mãe de aniversario eram, em sua maioria, roupas, bonecas, bijux. Hoje, as mães dão de presente pra suas filhas, cirurgias plásticas!!!!!

Mas uma historia me deixou extremamente surpresa. Em uma ocasião, estava assistindo TV, quando me deparei com um documentário no canal Discovery Home and Healt (canal fechado). O documentário acompanhava o tratamento de reabilitação de uma anoréxica. A surpresa maior, foi tomar conhecimento de que a anoréxica em questão tinha apenas 8 anos de idade! (pasmem-se). Seu nome é Danna. Ela é uma criança britânica que se encontrava em uma clinica para curar a anorexia, uma doença que nem ela mesma sabe como começou. Quando questionada, Danna somente diz que queria perder um pouco de peso e que começou querendo comer coisas mais saudáveis. Seus pais riram quando ela disse a eles em uma ocasião, que ia se limitar a comer apenas 1 doce por semana. Eles acharam que era coisa de criança e que logo passaria. Perceberam que a situação começou a se agravar quando a viram olhando todos os rótulos das coisas que comia para controlar a quantidade de caloria que ingeria e quando chegou ao ponto de não comer.

Como não tem idade suficiente para expressar sentimentos e dizer exatamente de onde surgiu a iniciativa de parar de comer, os psicólogos da clinica e os pais de Danna apenas especulam o que poderia ter ocorrido. Uma das complexidades acentuada pela psicóloga responsável pela clinica, gira em torno das mensagens enviadas constantemente pela mídia sobre alimentos, gordura e forma física e de como as crianças recebem isso. A imagem de uma pessoa gorda é erradamente associada a doenças cardíacas, a estar fora de padrões estéticos que seriam os corretos, que gordos não são aceitos pela sociedade e as crianças tomam para si estas informações incorretas como se fossem certas pois não tem a capacidade de filtrá-las e entender que não é bem desta forma que esta sendo pregado. Ai mora o perigo meus caros. Já parou para pensar que crianças estão criando? Crianças que serão futuras neuróticas e neuróticos (os meninos não estão livre disso, infelizmente), que temem não serem aceitos por não se enquadrar em padrões e tentam buscar, a qualquer custo, aquilo que seria o melhor. Não tenho filhos ainda, mas quando os tiver, vou criá-los e educá-los antes que a mídia faça por mim e os eduque de forma errada, ditando para eles um padrão louco de vida. Não quero fazer apologia a ser gordo nem magro e nem condeno aqueles que querem se sentir melhor diante de um espelho e fazem uma cirurgia plástica para aumentar a auto-estima. Pensemos que estas ferramentas podem ser usadas para fazer bem ou mal, dependendo de quem as usa. Neste tipo de pensamento, de se sentir melhor e corrigir pequenas imperfeições, não vejo nenhum mal, mas gostaria alertar que é preciso refletir nos prós e contras que cada procedimento tem, priorizando a saúde e pesando se vale ou não a pena fazer. O importante é estar bem consigo mesmo e com a saúde em perfeitas condições. O objetivo é ser FELIZ, não importa como! Afinal, não adianta nada querer ser uma Barbie e estar com a sua saúde fragilizada, não é mesmo?


Grande beijo,até a próxima!

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